Brasil deve rediscutir participação na ISS

Missão brasileira rediscutirá com a Nasa, a agência espacial americana, a participação do Brasil no projeto da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), na segunda eterça-feira da próxima semana. O presidente da Agência EspacialBrasileira (AEB), Múcio Dias, que chefiará a missão, antecipou que o Brasil quer manter o investimento de US$ 120 milhões, valor previsto inicialmente, e a presença de empresas brasileiras no projeto.?Queremos continuar a participar do programa?, informou Dias,convencido também do interesse da Nasa na parceria com o Brasil. Mas o governo se assustou com os custos do primeiro equipamento, o palete expresso (uma estrutura para ajudar a levar carga útil para a estação), que teria de fornecer para a agência americana. ?Somente este produto superava o valor global da participação brasileira?, comentou.Em junho, o administrador da Nasa, Sean O?Keefe, cobrou do Brasil posicionamento sobre a capacidade de fornecer, em tempo, o palete expresso para cumprir o cronograma de lançamento da ISS em 2006. Diante da impossibilidade de se comprometer com um investimento superior ao pactuado em 1997, o governo brasileiro decidiu buscar nova solução com a Nasa.Pelo acordo inicial, o Brasil forneceria seis equipamentos. Assim,garantiria um tripulante brasileiro na ISS, treinamento de astronautas brasileiros na Nasa e todos dias por 18 minutos (durante 10 anos) o País utilizaria a janela de observação da estação.A próxima reunião com a Nasa não será definitiva. ?Começa um processo que culminará, em alguns meses, com a nova definição do escopo de participação do Brasil?, previu Dias que desembarcará com outros três assessores no Johnson Space Center. O Brasil é o único País em desenvolvimento que participa do projeto, ao lado de outros 15 países.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2002 | 18h35

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