Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Brasil e Reino Unido debatem atuação científica das mulheres

Segundo o CNPq, apenas 34% das bolsas são destinadas às mulheres; em engenharia elétrica, cai para 5%

Agência Brasil,

02 Fevereiro 2010 | 09h13

O Brasil e o Reino Unido se uniram para articular entre os pesquisadores a formação de uma rede de pesquisa voltada para o público feminino e ainda incentivar a consolidação de políticas públicas visando a maior inserção e participação das mulheres em todos os campos da ciência no Brasil e em outros países.

 

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Para isso, os dois países realizam até esta quarta-feira, 2, o encontro Brasil-Reino Unido sobre Mulheres e Ciências, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Hoje (1º), na abertura do evento, estiveram a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Nilcéia Freire, o presidente do CNPq, Carlos Aragão e a vice-presidente Wrana Panizzi.

 

Wrana Pazzini destacou a importância do envolvimento das mulheres em todas as esferas, inclusive no campo científico. "Nós mulheres somos aquelas que queremos participar do mundo em todos os sentidos, em todas as suas lutas", disse.

 

De acordo com dados divulgados no encontro, o número de bolsas em produtividade de pesquisa distribuídas pelo CNPq anualmente é destinado majoritariamente para o sexo masculino. Apenas 34% das bolsas são destinadas mulheres. Em algumas áreas, como engenharia elétrica, a porcentagem de bolsas para mulheres só chega a 5%.

 

A respeito da disparidade de bolsas destinadas aos diferentes gêneros, a ministra Nilcéia disse que não existe nenhum determinante biológico para as mulheres gostarem mais de humanas e os homens de exatas, isso é uma construção cultural. Então, medida que essa construção é desfeita, certamente mudará esse padrão de distribuição.

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