Brasil ganha áreas de pesquisa com vírus perigosos

O Brasil está ganhando mais áreas de Nível de Biossegurança 3 (NB3), com capacidade para manuseio e pesquisa de vírus e bactérias perigosas. Um novo NB3 fica no Centro de Pesquisas Ageu Magalhães, em Recife, vinculado à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), e foi inaugurado na segunda-feira pelo ministro da Saúde, Humberto Costa.Essa é uma das 12 novas unidades da rede nacional de laboratórios de saúde pública vinculados ao SUS a ter a instalação do NB3. O maior será o de São Paulo, no Instituto Adolfo Lutz, onde a área de NB3 já está pronta e espera uma brecha na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele a inaugure.A previsão é de funcionamento do NB3 em nove laboratórios neste ano, numa rede que deverá ser referência para a Organização Mundial de Saúde (OMS) pelo papel de fortalecimento da vigilância epidemiológica.O ministro afirmou que o NB3 é o ?máximo em biossegurança? e vai permitir o atendimento de qualquer situação de emergência, com instalações e pessoal preparado para manipular e diagnosticar contaminantes como antraz e vírus da gripe do frango.O Centro Ageu Magalhães vai trabalhar na pesquisa do vírus da tuberculose resistente a antibióticos e em vacinas para a dengue. Segundo Costa, o investimento total nos 12 laboratórios será de R$ 30 milhões, metade financiado pelo Banco Mundial.O ministro afirmou também que o governo vai destinar este ano R$ 80 milhões do Orçamento Geral da União para financiar pesquisas na área de saúde. A idéia é trabalhar em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia, para evitar que algumas pesquisas se superponham.

Agencia Estado,

02 de março de 2004 | 10h23

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