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Brasil inaugura nova Estação Antártica Comandante Ferraz

Nova estação é entregue oito anos após incêndio e conta com 17 laboratórios de pesquisa; vice-presidente Hamilton Mourão participou da cerimônia

Da Redação, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2020 | 21h36
Atualizado 16 de janeiro de 2020 | 18h20

O Brasil inaugurou nesta quarta-feira, 15, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz. O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) participou da cerimônia, representando o presidente Jair Bolsonaro, que não foi à Antártica.

Em discurso, Mourão afirmou que a inauguração da nova estação representa "o compromisso do governo com o desenvolvimento de atividades científicas". "A ocasião é de júbilo, reconhecimento e homenagem. Júbilo com o resultado da reconstrução dessas instalações, que surgem ampliadas, com laboratórios que despertam a atenção do mundo. Essa estação caracteriza o avanço do Brasil neste continente e expressa o compromisso do governo com o desenvolvimento das atividades científicas, climáticas e ambientais", afirmou. 

Estiveram na cerimônia diversos membros do governo, entre eles os ministros da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e também o comandante da Marinha, Ilques Barbosa Júnior.  

"Essa é uma estação importante tanto em termos geopolíticos quanto científicos para o Brasil. É um orgulho isso ser parte do nosso país e damos hoje um outro passo importante, aumentando a capacidade de pessoas e laboratórios. Poderemos cooperar com o avanço da ciência e teremos mais conhecimento sobre biologia e clima, sabendo mais sobre o que é necessário para viver em condições extremas", afirmou Marcos Pontes. 

Na cerimônia, especialistas lançaram um balão meteorológico para marcar o início das pesquisas na região. Os dados coletados serão aproveitados para análise da dinâmica atmosférica do local e as interações com a América do Sul. Também foi assinado um termo provisório de recebimento das instalações pela empresa chinesa Ceiec. A definitiva só deve ocorrer com o fim do pagamento, previsto em contrato para 2022. Segundo a Marinha, US$ 60 milhões já foram pagos.

Prevista para terça, 14, a inauguração foi adiada por causa do mau tempo, que havia impedido a chegada de autoridades.  

Com capacidade para 64 pessoas, a nova Comandante Ferraz substitui a base destruída por um incêndio em fevereiro de 2012 e é apontada por pesquisadores como uma das mais modernas da região.

São 17 laboratórios de pesquisa - 14 internos e 3 externos -, que servirão principalmente para estudos de Microbiologia, Biologia Molecular, Química Atmosférica, Medicina, Ecologia e mudanças ambientais.

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Planejada pelo escritório de arquitetura Estúdio 41 e construída pela chinesa Ceiec, vencedora de concorrência internacional, a nova estação custou US$ 99,6 milhões e impressiona pela estrutura à prova de ventos de até 200 km/h, solos congelados e abalos sísmicos. 

A Estação Comandante Ferraz foi criada em 1984. Mas, em 2012, a base foi atingida por um incêndio de grandes proporções. No acidente, dois militares morreram e 70% das instalações foram perdidas. Eles foram homenageados na cerimônia.  

O Brasil faz parte de um grupo de 29 países que possuem estações científicas na Antártica. / COM AGÊNCIA BRASIL

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