Brasil não pretende ser dono de parte do continente, diz Jobim

NATAL

, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2010 | 00h00

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirma que o Brasil não tem interesse em obter parte do território da Antártida, mas em investir em ciência para se manter no continente com credibilidade. "Argentina e Chile têm pretensões territoriais. Os chilenos até levam famílias de soldados para que nasçam crianças na Antártida. Mas o Brasil não tem", disse.

Ele afirma ter dito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que "tínhamos de ser o primeiro país em termos de capacidade científica de pesquisa na Antártida para incentivar e fortalecer a presença do Brasil no continente".

O ministro fez as declarações na 62.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal, semana passada. Segundo ele, a compra do navio polar Almirante Maximiano de pesquisa, no ano passado, "está dentro da política de crescimento e da consolidação do Brasil" na Antártida.

O contra-almirante Marcos Ferreira, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, explica que as reivindicações territoriais foram congeladas pelo Tratado da Antártida. "Provavelmente, continuará assim para sempre, sem nova divisão." O Brasil é um dos 48 países que integram o tratado e tem papel consultivo, ou seja, tem direito a voto. Vinte desses países são não consultivos (e não fazem pesquisas regulares). / A.B.

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