Brasil passa a integrar rede de pesquisas sobre o universo

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, anunciou a criação do Instituto Nacional de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica (ICRA BR), para pesquisa avançada, com sede no Rio de Janeiro. Com isso, o Brasil passa a fazer parte da Icranet, o que permitirá a cientistas brasileiros e latino-americanos o acesso ao trabalho de pesquisadores da Itália, Austrália, Estados Unidos, Rússia, França, China, Chile, Armênia, Vietnã e Vaticano."Além do instituto brasileiro, existe apenas mais um, criado este ano nos Estados Unidos. O Brasil terá o instituto a convite da Itália e da Comunidade Européia e foi escolhido porque já temos excelência na pesquisa avançada, especialmente com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas", afirmou o presidente no Brasil do Centro Internacional de Relatividade e Astrofísica, professor Mário Novello.O anúncio do novo instituto foi feito durante a abertura do X Marcel Grossman Meeting, encontro sobre Física do Espaço, Astrofísica, Cosmologia e Gravitação que reúne 400 cientistas de 63 países até o próximo sábado, no Instituto Militar de Engenharia (IME), na Urca, zona sul carioca.O principal investimento para criação do instituto virá da Comunidade Européia, mas os valores ainda não estão fechados, segundo o presidente internacional do centro de cosmologia, Remo Ruffini, professor da Universidade de Roma. "Entraremos com nossos cientistas", disse Novello.Amanhã, o centro internacional vai premiar os cientistas brasileiros Jayme Tiomno, César Lates e José Leite Lopes. Apesar de o encontro ser só para inscritos, duas palestras serão abertas ao público: "Big Bang versus Universo Eterno", ministrada por Mário Nello, hoje, e outra sobre explosões violentas de corpos celestes e emissão de raios gama, por Remo Ruffini, amanhã.

Agencia Estado,

21 de julho de 2003 | 16h15

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