Brasil rejeita proposta para liberalizar produtos ambientais

País queria que a lista contemplasse também o etanol, além de outros produtos de energia limpa

04 de dezembro de 2007 | 18h32

O Brasil rejeitou hoje a proposta conjunta dos Estados Unidos e da União Européia para a criação de uma lista de 43 produtos ambientais cujas tarifas comerciais seriam eliminadas em prol da preservação do meio ambiente.      "A proposta é protecionista. Estamos profundamente decepcionados. Não atende às necessidades ambientais, comerciais e não gera desenvolvimento", criticou, em entrevista coletiva, o subsecretário geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Azevedo.      A lista de 43 produtos ambientais será apresentada pelos Estados Unidos e pela União Européia durante a conferência sobre mudança climática que as Nações Unidas realizam esta semana em Bali (Indonésia).   O Brasil considera que a proposta conjunta não ajudará o meio ambiente e que não cumprirá o suposto objetivo de ajudar os países em desenvolvimento a obter tecnologias limpas de forma mais barata.   Entre os 43 produtos se encontram painéis solares e equipamentos para a geração de energias alternativas, como a eólica, mas não os biocombustíveis, algo que afeta especialmente o Brasil.      "É chocante o fato de que o etanol não esteja entre os produtos selecionados",disse o subsecretário, que levantou a dúvida sobre as intenções reais desses países sobre a proteção do meio ambiente.

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