Brasil tem embriões suficientes para pesquisas

Levantamento inédito aponta que clínicas de fertilização têm ‘banco’ com pelo menos 20 mil unidades congeladas

Emilio Sant’Anna, O Estado de S. Paulo

01 de junho de 2008 | 00h11

Pelo menos 20 mil embriões poderiam ser usados para pesquisas com células-tronco hoje no Brasil. O número (20.026) consta dos registros - ainda inéditos - da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida. Com a liberação no Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira, das pesquisas com células-tronco embrionárias, essa quantidade de embriões é mais do que suficiente para a continuidade dos estudos que estavam parados desde 2005, dizem os cientistas.   VEJA TAMBÉM Entrevistados falam sobre a decisão do STF como um marco histórico para o País Entenda o uso das células-tronco embrionárias nas pesquisas Leia entrevista com biólogo americano: ‘Ciência e religião não se misturam’   Os registros da rede são referentes ao número de embriões congelados em janeiro de 2005 em cerca de 50 clínicas e centros de reprodução assistida nacionais. É o mais perto que o País conseguiu chegar até hoje do número real que, estimam os especialistas, é ainda maior. Somente em agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá pela primeira vez o registro oficial do número de embriões congelados.   Por se tratar de células indiferenciadas capazes de se transformar em qualquer tecido humano, as linhagens de células-tronco embrionárias obtidas dos embriões congelados carregam hoje as esperanças de desenvolvimento de terapias capazes de curar doenças como mal de Parkinson.   Maria do Carmo Borges de Souza, vice-presidente da rede e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a comunicação dos dados à entidade não é compulsória para as 150 clínicas de fertilização existentes hoje no Brasil, mas passará a ser obrigatória para a Anvisa. "Nossa intenção agora é ter dados brasileiros anuais", diz.

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