Brasil terá em SP moderna central de processamento de raios

Brasil terá moderna central de processamento de raiosComeça a ser instalada na próxima segunda-feira, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em São José dos Campos, Vale do Paraíba, uma das mais modernas centrais de processamento de descargas elétricas do mundo. Esta é a sexta central a ser implantada no país, com um investimento no valor de US$400 mil por parte das empresas e órgãos públicos quer formam a Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosféricas (Rindat).Cada central abrange cerca de 350 quilômetros quadrados e todos os raios captados nesta área tem suas informações armazenadas e organizadas pelos equipamentos. "O tipo, a intensidade, a localização, o tempo de duração e outras informações técnicas são captadas e catalogadas pelas centrais, permitindo um grande avanço nas pesquisas", explicou o pesquisador e chefe do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, Osmar Pinto Júnior.O Brasil estuda mais profundamente o fenômeno há 26 anos, mas a primeira base de detecção, foi instalada em 1988, em Belo Horizonte. As outras estão no Rio de Janeiro, Curitiba, Belém e Florianópolis totalizando 56 sensores que captam os relâmpagos "A de São José dos Campos, que até sexta-feira estará pronta vai ficar em comunicação com a do Rio de Janeiro, trocando informações e operando de forma integrada" revela o pesquisador. Serão as duas únicas centrais a processar informações dos país inteiro. Por ano caem no Brasil cerca de 50 milhões de raios, queimando milhões de equipamentos e causando pelo menos cem mortes."Estima-se que os prejuízos só no setor elétrico cheguem a 500 milhões de reais por ano". De acordo com Pinto Júnior, além de possibilitar a qualificação dos tipos de raios, as centrais também permitem saber em que lugares das cidades ou dos bairros caem mais relâmpagos e as empresas podem fazer seus planejamentos para evitar prejuízos. "Como por exemplo desligar uma placa eletrônica que custa cerca de 100 mil dólares e é muito fácil ser queimada por um raio, ou ligá-la a um gerador", sugeriu.Segundo o especialista, o maior desafio é completar a cobertura de detecção no país, já que na Amazônia ainda não há sensores. "Um investimento de três milhões de dólares que pelo menos cinco anos". Apesar do desafio, o pesquisador acredita que a pesquisa sobre raios no Brasil já pode ser comparada com os estudos realizados em países como Estados Unidos e Japão. "Podemos dizer que atingimos a maioridade e somos líder disparados com relação à pesquisa feita em toda América do Sul, Ásia e África".

Agencia Estado,

11 de novembro de 2005 | 22h20

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