Britânicos investigam centro onde ave morreu por vírus

As autoridades britânicas investigam o dono do centro no condado de Essex onde se confirmou na semana passada, em um papagaio procedente do Suriname, o primeiro caso do variante H5N1 da gripe aviária no Reino Unido.Brett Hammond, que dirige o centro, já passou um ano na prisão em 1997 por evasão de quantia equivalente a ¢ 960 mil em impostos pela importação de aves exóticas avaliadas em ¢ 6 milhões.Hammond, de 43 anos, mantém as aves em quarentena em sua fazenda naquele condado antes de vendê-las através de sua empresa Pegasus Birds. Acredita-se que o papagaio, importado do Suriname - país livre do vírus da gripe aviária - contagiou-se pelo contato com outra remessa de aves procedente de Taiwan.Sem contatoA veterinária chefe do Reino Unido, Debby Reynolds, propôs nesta terça-feira uma revisão urgente da regulamentação britânica sobre quarentenas para impedir que aves de diferentes continentes entrem em contato umas com as outras.Reynolds confirmou que dois grupos de aves de diferentes continentes compartilharam o mesmo viveiro durante o período de quarentena na fazenda de Hammond.Segundo o jornal vespertino Evening Standard, Hammond foi alvo de uma investigação sobre importações ilegais de aves depois que 170 animais morreram de doenças infecciosas.Além disso, a fazenda de Hammond está próxima de um matadouro onde, por coincidência, a febre aftosa foi detectada pela primeira vez no Reino Unido, em 2001.O Ministério da Agricultura do Reino Unido disse ao jornal que toda instalação dedicada a quarentenas não pode estar a menos de 400 metros de distância de qualquer outra onde há outras aves em cativeiro.Há mais tempoSegundo uma fonte do governo britânico, em entrevista do Daily Telegraph, o vírus da gripe aviária pode ter entrado no país mesmo antes da ocorrência da semana passada. Um lote de aves procedente de países com o vírus pode ter contido indivíduos com quadro "subclínico" da doença, que deixaram o agente infeccioso nas instalações.Isso poderia ocorrer, segundo a fonte, em situações de estresse das aves, que podem excretar o vírus. Ainda que as instalações sejam desinfetadas, o vírus pode ter permanecido no ar, até contaminar o papagaio sul-americano. O jornal afirma que as autoridades já estão ampliando as investigações para abranger também aves que chegaram ao país há mais tempo.   leia mais sobre gripe aviária

Agencia Estado,

25 de outubro de 2005 | 13h17

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.