Budistas sul-coreanos marcham contra o presidente

Declaradamente cristão, Lee Myung-bak emprega funcionários de sua religião, e é criticado

Associated Press

27 de agosto de 2008 | 04h31

Dezenas de milhares de sul-coreanos budistas tomaram as ruas de Seul nesta quarta-feira para protestar contra o que eles dizem ser uma administração pró-cristã do presidente Lee Myung-bak.  O descontentamento entre os budistas cresce há meses desde a declaração de Lee pelo favoritismo pelo Cristianismo. No gabinete, os funcionários são cristãos e em outras esferas do governo, também. Com isso crescem as críticas dos budistas à Lee. São 38 mil pessoas, incluindo 4 mil monges, pela estimativa da polícia, nas ruas de Seul. Organizadores dizem que eles marcham em direção ao templo de Jogye, o principal templo budista.  A ira budista voltou a crescer em junho quando o ministro dos transportes diminuiu os templos budistas dos mapas eletrônicos do sistema público de trânsito. Outro motivo de raiva é a fotografia da central da agência nacional de polícia que traz o ministro ao lado de um famoso pastor em um evento cristão.Por sua vez, o ministro respondeu que a omissão dos templos foi um erro da lei oficial, e que em seguida eles devem voltar aos mapas.  Velho e majoritário, o budismo vem perdendo espaço. O Cristianismo tem crescido, especialmente durante o século 20. De acordo com as estatísticas do governo, os budistas representavam 22,8% da população em 2005, enquanto os cristãos eram 29,2%.

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