Buraco de ozônio recorde . Perigo no Hemisfério Sul

O buraco na camada de ozônio sobre o Pólo Sul permanece em seu tamanho recorde, em vez de encolher como nos anos anteriores, aumentando a preocupação com a maior radiação de UV atingindo a Antártica, informa a Organização Meteorológica Mundial, da ONU. A área mais fina ? com pelo menos 50% de redução da camada do protetor gás ozônio da estratosfera ? é a maior da história.?O buraco no ozônio está-se tornando maior, mais profundo e demorando mais?, diz Michael Profitt, especialista em ozônio da Organização Meteorológica. Ele começa a formar-se em agosto, no fim do inverno antártico, todos os anos desde os meados de 1980 principalmente em decorrência da poluição química.Nos anos recentes, o buraco na camada de ozônio tendeu a chegar a seu maior tamanho nos meados de setembro. Este ano, ele atingiu 28 milhões de quilômetros quadrados em meados de setembro, igualando o recorde estabelecido há três anos. Demonstrando sua persistência, atingiu novamente esse tamanha no fim do mês.?E o buraco pode permanecer assim por mais tempo?, diz Proffitt. ?Não há nenhum indicador de que ele esteja diminuindo.?Redução na camada de ozônio pode permitir que os perniciosos raios ultravioletas do sol atinjam a superfície terrestre. Irradiação exagerada de UV pode causar câncer de pele e danificar a vegetação mais delicada.A Organização Meteorológica diz que, embora o imenso buraco no ozônio se persistente, a intensidade de UV sobre a Antártica continuará baixa até que o sol nasça mais alto, na primavera do Hemisfério Sul.?Quanto mais o sol aparece, mais efeitos de UV se recebe?, diz Proffitt. ?Quando o sol está baixo, os raios UV inclinam-se em ângulo e têm de atravessar uma camada mais grossa.?

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