Buraco de ozônio sobre Antártida diminui

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida é bem menor hoje do que nos anos anteriores, segundo cientistas ligados ao governo norte-americano. Além disso, ele dividiu-se em duas partes. Novos dados sobre o "buraco" obtidos durante setembro revelam que este ano ele abrange 15,6 milhões de quilômetros quadrados, em comparação com os 23,4 milhões de quilômetros quadrados registrados no ano passado e o recorde de 28,6 milhões de quilômetros quadrados em 2000, informaram pesquisadores da Nasa (a agência espacial norte-americana) e da Agência Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA).Embora o ozônio seja poluente no nível do solo e seja associado a vários problemas de saúde, na atmosfera ele desempenha um papel crucial na proteção contra os raios ultravioleta do sol, o que torna adequadas as condições de vida na Terra. Mais quente que as temperaturas usuais no vórtex polar, o sistema climático que se forma anualmente na estratosfera acima da Antártida é responsável pela maior concentração do ozônio restante e pela divisão do buraco em dois.A redução no buraco existente na camada de ozônio foi atribuída a condições climáticas peculiares da estratosfera, que também dividiram o buraco em duas partes distintas. A melhora deste ano não é, necessariamente, parte de um padrão geral, segundo os cientistas, embora o restante das provas indique que a camada de ozônio está se recuperando lentamente dos danos sofridos em conseqüência da poluição causada pelos chamados gases CFC.As informações mais recentes sobre o buraco deste ano foram obtidas por satélites operados pela Nasa e pela NOAA e capazes de detectar densidade do ozônio na estratosfera, a porção da atmosfera existente entre 10 e 50 quilômetros acima da superfície terrestre. "A estratosfera do Hemisfério Sul esteve incomumente agitada este ano", observou Craig Long, pesquisador do Centro de Previsão de Clima da NOAA. "Esta é a primeira vez que vemos o vórtex polar dividido em setembro.? A última vez que se viu o buraco da camada de ozônio tão pequeno foi em 1988, quando as condições climáticas eram semelhantes às atuais.

Agencia Estado,

30 de setembro de 2002 | 20h00

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