Caça à baleia divide países mas fica restrita

A assembléia anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI) acabou nesta sexta-feira na cidade sul-coreana de Ulsan com uma forte rejeição aos planos do Japão para ampliar a caça de baleias e uma profunda divisão entre os países participantes.Nas cinco jornadas da reunião, que está em sua 57.ª edição, os 66 países presentes ressaltaram suas grandes diferenças em assuntos como o reatamento da caça com fins comerciais e o desenvolvimento de um sistema para controlar os cetáceos.Como em outras ocasiões, os Estados contrários à caça de baleias, liderados pela Austrália, impuseram obstáculos ante as iniciativas encabeçadas pelo grupo liderado pelo Japão e que visa a retomar a pesca comercial.As 26 resoluções apresentadas à votação pela delegação japonesa e seus aliados com esse fim foram rechaçadas, embora a negativa não tenha tido um caráter vinculativo.Plano de gestãoNo seio das discussões, esteve a proposta japonesa de um documento para aprovar o chamado "Plano de Gestão Revisado", que acabaria com a proibição da captura de baleias e poria fim à moratória da caça comercial que entrou em vigor em 1986.A iniciativa foi, mais uma vez, votada contra, mas por uma margem menor do que em outras ocasiões, ao obter 23 votos a favor, 29 contra e cinco abstenções. Estava previsto que a proposta japonesa não fosse adotada pois, para isso, é preciso que três quartos dos países participantes a apóiem.Tóquio paralisou a pesca comercial de baleias após a moratória da CBI, que entrou em vigor em 1986, mas, em 1994, iniciou a pesca "com fins de pesquisa" na Antártida e no Pacífico.Além da Noruega, o único país no mundo que pratica a caça comercial de baleias, e da Islândia, que o faz com "fins científicos", a CBI só permite a pesca desses cetáceos feita por grupos aborígines.A próxima assembléia da Comissão Baleeira Internacional ocorrerá em Saint Kitts e Nevis.

Agencia Estado,

24 de junho de 2005 | 11h59

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