Campanha da Sabesp: economize água

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai iniciar hoje uma campanha no rádio e na televisão com mensagens que incentivam os consumidores a economizar água. As mensagens serão veiculadas até o dia 26 na região metropolitana de São Paulo, no litoral e no interior. A Sabesp reafirmou ontem que descarta a possibilidade de racionamento de água na Grande São Paulo. O apelo para economizar água tem relação com o aumento do consumo nesta época de altas temperaturas e falta de chuva - o que tem provocado interrupções no abastecimento. Todas as seis represas da Grande São Paulo perderam volume de água nos últimos seis meses (veja gráfico ao lado). A Represa de Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, com 26,8% da capacidade de armazenamento, é a que perdeu mais volume de água e está a apenas 2,3 pontos porcentuais de atingir o seu nível mais baixo, registrado no ano passado: 24,5%. O manancial poderá ter esse nível em cinco dias, caso a perda da capacidade se mantenha em 0,5 ponto porcentual ao dia, variação registrada entre segunda-feira e ontem. A Sabesp, por meio da sua Assessoria de Imprensa, admitiu que o nível de Guarapiranga é baixo. "Mas ainda é suficiente para abastecer a região", informou, em referência à zona sul da capital, com 3,8 milhões de habitantes. Não há previsão de chuvas, pelo menos até amanhã, de acordo a empresa InfoTempo. Há possibilidade mínima de chuviscos na sexta-feira, mas só na capital. Produção Medidas operacionais foram tomadas, como o aumento da produção de água. Este mês, estão sendo produzidos 65,3 metros cúbicos por segundo na Grande São Paulo. No ano passado, eram 60,7 metros. Ainda assim, tem faltado água. Exemplos foram registrados anteontem em Capela do Socorro, na zona sul, e pontos de cidades da Grande São Paulo como Franco da Rocha, Barueri, Itapevi e Osasco. Segundo a Sabesp, o abastecimento foi normalizado ontem nesses locais. Outras quatro represas têm índices abaixo dos 50% da capacidade: Cantareira (35,2%), a maior de todas, que abastece 9 milhões de pessoas da zona norte e outras cidades, Rio Claro (36,1%), Alto Tietê (38%) e Cotia (48,1%). O manancial Rio Grande tem 70,7% da capacidade. Apesar da falta de chuvas, já existe a preocupação com temporais. A Prefeitura da capital quer antecipar para novembro o lançamento do plano de combate a enchentes, denominado São Paulo Protege, que vai monitorar e atender a ocorrências. No ano passado, a operação começou em dezembro.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2002 | 08h55

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