Campanha do WWF mostra o custo da devastação

Mostrar que a preservação ambiental é importante não só para manter os recursos naturais mas também para evitar gastos é o tema da campanha que o WWF-Brasil está lançando hoje, com anúncios para TV, rádio, jornal e revista. ?Queremos apelar para a parte mais sensível da população, o próprio bolso?, explica a criadora da campanha, Christina Carvalho Pinto, presidente da Full Jazz Propaganda e diretora do Conselho Diretor do WWF-Brasil.Segundo Garo Batmanian, secretário geral do WWF-Brasil, ?o objetivo é mostrar que não é possível separar desenvolvimento de meio ambiente e que destruí-lo causa prejuízos financeiros?. As peças publicitárias mostram paisagens etiquetadas, com os preços referentes ao prejuízo causado pela devastação ou o que perderemos se continuarmos a destruir. Assim, uma das peças estima que as florestas brasileiras valem, por conta dos serviços ambientais que prestam, aproximadamente R$ 845 bilhões. E deixa a pergunta: ?Você está pronto para cobrir este rombo em caso de extinção?? Outro anúncio explica que a recuperação do rio Tietê deverá custar R$ 12 bilhões e que a conta é a população que vai pagar.Voltada a aumentar o número de afiliados da organização, responsável por 74 projetos ambientais em todo o País, a campanha quer incentivar o público a participar das ações de defesa da natureza. ?Apresentando o verdadeiro custo da devastação para os cofres públicos e, conseqüentemente, para o bolso de cada cidadão, queremos mudar o comportamento das pessoas e conscientizá-las de que todos precisam fazer sua parte?, dia Batmanian. Os outros exemplos utilizados na campanha são o custo estimado para a despoluição da Baía da Guanabara, de R$ 2,3 bilhões, e os R$ 40 milhões gastos pelo governo federal para fazer a cidade de Goiás se tornar patrimônio da humanidade, que foram ?por água abaixo com a enchente que seria evitada caso as margens do rio não tivessem sido desmatadas?. A criação da campanha e sua veiculação, que deve começar no próximo fim de semana, são uma iniciativa voluntária da Full Jazz e dos veículos de comunicação.

Agencia Estado,

04 de junho de 2002 | 15h38

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