Campanha recolhe 100 mil baterias de celular no sul do País

A campanha de recolhimento de baterias usadas de celular, realizada no sul do País pela entidade ambientalistas Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) em parceria com a TIM Sul, conseguiu, no final de abril, bater a marca de 100 mil baterias devolvidas. Iniciada em setembro de 1999, envolve atualmente 890 lojas revendedoras de telefone celular nos estados do Paraná e Santa Catarina, além da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul.Segundo Carolina de Paula Soares Paiva, coordenadora do projeto na SPVS, somente nos quatro primeiros meses deste ano, foram devolvidas para reciclagem 24.835 baterias, o que eqüivale ao que foi recolhido durante todo o primeiro ano da campanha. ?Procuramos a operadora TIM antes da legislação que obriga os fabricantes a dar destinação às baterias usadas, por conta do potencial poluidor do produto, e a empresa concordou em participar. Desde então, tem aumentado tanto a rede de postos de recolhimento como a participação da população?, diz. A média mensal de baterias entregues passou de 2 mil, em 2002, para 7 mil, em 2003.Financiada pela TIM, a campanha é desenvolvida e executada pela entidade ambientalista, responsável pela parte informativa e recolhimento das baterias. A cada 25 baterias devolvidas, os lojistas podem acionar a SPVS, que traz o material para um depósito em Curitiba. Lá, as baterias são limpas, separadas por marca e acondicionadas conforme recomendação do órgão fiscalizador do Paraná. Depois, são devolvidas aos fabricantes.A partir deste ano, conforme Carolina, o projeto está reforçando o componente de educação ambiental, direcionada aos funcionários da TIM, lojistas e revendedores, além dos usuários de celulares. Entre os canais utilizados, estão boletins via internet, para funcionários e vendedores, e mensagens enviadas aos usuários pelo celular. ?Além da campanha de devolução de baterias, divulgamos informações gerais sobre meio ambiente, como mensagens alusivas ao Dia da Água ou ao Dia da Terra?, conta.Durante o mês de maio, a campanha ganhou o reforço, em Curitiba, de urnas instaladas em oito lojas da rede de supermercados Pão de Açúcar. A expectativa é que sejam coletadas de 4 mil a 5 mil baterias em 30 dias nessas lojas (Cristo Rei, Capão Raso, Iguaçu, Santa Felicidade, Jardim Social, República Argentina, Champagnat e Batel). Em todo o Brasil, existem em uso hoje cerca de 35,6 milhões de telefones celulares, cada um com uma bateria potencialmente poluidora, pois entre seus componentes estão metais pesados como níquel e cádmio. Segundo estimativas dos fabricantes, apenas 30% delas são devolvidas e recicladas. O restante vai para nos lixões comuns, contaminando o solo e o lençol freático.?Quando começamos a campanha, quase 90% das baterias recolhidas eram de níquel e cádmio, as mais baratas, pesadas e poluidoras. Atualmente, a equação está se invertendo, com um número maior de baterias a base de níquel metal hidreto, menos poluentes. Está crescendo também a quantidade de baterias a base de lítio, as mais leves e modernas, que são ainda menos poluentes, embora tenham a desvantagem de serem mais inflamáveis?, explica Carolina.Segundo a diretora técnica da SPVS, Sueli Ota, o objetivo da ong é criar uma consciência a respeito da conservação do meio ambiente. ?Queremos formar cidadãos pró-ativos, que incorporem hábitos de preservação ambiental no seu dia-a-dia, como separar o lixo reciclável e não jogar lixo nos parques?, disse.

Agencia Estado,

02 de maio de 2003 | 14h53

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