Capacidade para ser feliz é hereditária, diz estudo

Genes condicionam em 50% a capacidade de ser feliz; outros 50% dependeriam de fatores externos

Efe

07 de março de 2008 | 04h11

A herança genética é a responsável, em grande parte, pela felicidade das pessoas, segundo um estudo publicado pela revista "Psichological Science", na quinta-feira, 6.   Psicólogos da Universidade de Edimburgo descobriram, junto a pesquisadores australianos do Instituto Médico de Pesquisa de Queensland, que os genes condicionam em 50% a capacidade de ser feliz das pessoas uma vez que também determinam a personalidade - o que chamam de "arquitetura genética da personalidade".   Os outros 50% dependeriam de fatores externos tais como as relações sociais, a saúde e o êxito profissional.   Os genes, explica o estudo, possuem um grande papel na forma com as pessoas percebem a vida, mais que outros fatores externos.   Além disso, os pesquisadores indicam que os genes determinam os traços da personalidade que predispõem à felicidade, como ser sociável e não se preocupar demais.   Assim, certos genes adequados podem atuar como uma barreira frente aos momentos negativos da vida de uma pessoa e ajudá-la a se recuperar. Os cientistas chegaram a essas conclusões após estudar 900 casais de gêmeos e gêmeas com diferentes estilos de vida.   No caso dos gêmeos idênticos geneticamente, eles declararam se sentir igualmente felizes e satisfeitos com a vida.   Os autores do estudo afirmam que, mais que um gene da felicidade, existe uma mistura de genes que determinam a personalidade de modo que se tenha maior ou menor tendência a ser feliz.

Tudo o que sabemos sobre:
Genesfelicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.