Característica é parte da evolução para dar mais estabilidade, diz estudo.

Característica é parte da evolução para dar mais estabilidade, diz estudo.

BBC Brasil, BBC

13 de dezembro de 2007 | 08h10

Segundo especialistas, sem a curvatura mais acentuada, as ancestrais dos seres humanos que caminhavam eretas não poderiam fugir de predadores durante a gestação.Elas também teriam sofrido de fortes dores nas costas, disse o estudo, publicado na revista Nature.A teoria ganhou mais peso quando a diferença entre as colunas de homens e mulheres foi identificada num fóssil de uma fêmea da espécie Australopithecus, que é um parente pré-histórico humano que viveu há cerca de dois milhões de anos."Sem a adaptação, a gravidez colocaria um peso maior nos músculos lombares, causando dores e fadiga consideráveis e possivelmente limitando a capacidade de colher alimentos e a habilidade de fugir de predadores", disse Liza Shapiro, antropóloga da Universidade de Harvard.A transição para um andar mais erguido verticalmente foi uma das mudanças-chave na evolução do homem, mas teve uma conseqüência indesejável para mulheres grávidas.Nos primatas, o feto fica confortavelmente apoiado no ventre, mas em seres humanos, ele fica mais à frente, deslocando o centro de gravidade e causando um desequilíbrio.Tanto homens quanto mulheres têm uma curvatura na parte mais baixa da espinha, mas nas mulheres, de acordo com os pesquisadores, a curvatura se prolonga mais na coluna vertebral.A diferença permite que as mulheres ajustem sua postura para se manter em equilíbrio e reduzir o desconforto causado por dores na parte mais baixa da espinha, mesmo nos últimos meses de gestação, quando o abdômen pode pesar quase 7 quilos mais do que o normal.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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