Carinho materno determina se criança será adulto estressado

Um novo estudo com ratos tenta provar que a maneira com que uma mãe cuida de seu bebê pode determinar se ele será uma pessoa estressada quando adulta. Segundo o estudo, a educação teria o poder de alterar como os padrões genéticos das crianças operam.O estudo foi apresentado hoje em uma conferência sobre a origem de doenças adultas na infância. Bebês de rato que foram lambidos pelas mães tornaram-se adultos menos ansiosos e temerosos, e produziam menos hormônios do estresse que ratinhos que não receberam tal carinho.Segundo os cientistas, os ratinhos que foram acariciados tiveram um gene responsável por acalmar o cérebro em situação de estresse superativado. O teste, conduzido pelo professor Michael Meaney, McGill em Montreal, no Canadá, pode trazer uma prova científica para várias teorias sobre a influência do carinho materno na saúde mental dos filhos adultos.Esse estudo mostra "que a expressão dos genes nos mamiferos pode ser mudada permanentemente pela maneira com que mães e filhos interagem e pode ter efeitos no comportamento dos filhos a longo prazo", disse Peter Gluckman, professor da biologia neonatal e pediátrica na universidade de Auckland, na Nova Zelândia.O estudo foi desenvolvido com mais de 100 ratos, em várias experiências. "Gastamos várias horas observando com as mães acariciavam seus filhotes", disse Meaney. Apesar de o ambiente em que os seres humanos são criados ser diferente dos ratos, os cientistas suspeitam que o mecanismo de interação entre mães e filhos seja o mesmo para todos os mamiferos.

Agencia Estado,

08 de junho de 2003 | 15h08

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