Reprodução
Reprodução

Carta mostra que polícia escocesa acreditava no Monstro do Lago Ness

Arquivo divulga documento escrito por chefe de polícia pedindo ajuda a seu superior para proteger criatura

BBC Brasil, BBC

27 Abril 2010 | 05h39

Uma carta escrita há mais de 70 anos e divulgada por um arquivo de documentos históricos revela que um chefe de polícia escocês na década de 1930 acreditava na existência da criatura conhecida como "O Monstro do Lago Ness" e pediu ajuda de superiores para protegê-lo.

"Que existe alguma criatura estranha no Lago Ness parece agora certo, mas há dúvida sobre a capacidade da polícia de protegê-la", escreveu em 1938 o então chefe da polícia do condado de Inverness, William Fraser, ao seu superior.

Ele mostrava-se preocupado com uma expedição que estaria disposta a capturar a criatura "viva ou morta".

"Se você tem qualquer sugestão a fazer ou alguma diretriz a dar sobre como lidar com o caso, ficarei grato", completa Fraser.

Evidências

O documento, de propriedade do Arquivo Nacional da Escócia (NAS na sigla em inglês), foi liberado como parte de uma exibição.

Em 1933, o governo escocês recebeu um pedido para confirmar ou não a existência de uma monstruosa criatura, fruto de uma antiga lenda que até hoje atrai turistas ao conhecido lago no norte do país.

O assunto foi ridicularizado pela imprensa, mas documentos mostram que o governo cogitou uma série de medidas como montar um posto permanente para tentar capturar imagens da criatura e pedir uma análise sobre se seria possível capturar o monstro sem feri-lo.

No fim, o governo decidiu que o mito era bastante popular junto ao público e que seria melhor deixar as medidas de lado.

Relatos de aparições do monstro datam de 565 a.C.. Não há evidências científicas comprovadas da existência da criatura. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mais conteúdo sobre:
lago nessescóciagrã-bretanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.