Cartas de Einstein são leiloadas em Londres por US$ 32.068

Numa delas, ele critica jornalist6as por passarem a idéi ade que a Teoria da Relatividade seria 'difícil'

EFE,

16 de outubro de 2008 | 16h56

tas nas quais Albert Einstein fala sobre as relações com a Rússia em plena Guerra Fria e qualifica de "bobagem" a crença - divulgada por jornalistas - de que sua Teoria da Relatividade era difícil de entender foram leiloadas hoje em Londres por 18.600 libras (US$ 32.068).      O primeiro lote, que foi vendido por 11.400 libras (US$ 19.655), consistia em uma carta escrita à mão datada de 26 de dezembro de 1936 e que foi enviada pelo cientista a Adrien Wils, um cidadão que tinha escrito ao físico criticando a Teoria da Relatividade.   Na carta de resposta, o cientista rebate seus comentários e, além disso, critica os jornalistas por não entenderem uma de suas maiores conquistas científicas, a Teoria da Relatividade.      "A idéia de que a teoria é extremamente difícil de entender é uma autêntica bobagem, divulgada por jornalistas superficiais", afirmou.      O segundo lote leiloado hoje pela casa Bloomsbury foi arrematado por 7.200 libras (US$ 12.413) e consistia em várias cartas dirigidas ao psicanalista Walter Marseille e escritas entre abril e novembro de 1948.      Nelas, Einstein (1879-1955), nascido na Alemanha e naturalizado americano em 1940, responde a uma conferência intitulada "Um método para fazer cumprir a paz mundial", na qual Marseille defendia a idéia de um governo global.      "Melhor permitir à Rússia ver que não há nada que possa ser obtido pela agressão, mas que há vantagens em se unir (a um governo global): então a atitude do regime russo mudará provavelmente e tomará parte sem coação", escreve o cientista.      Em carta posterior, Einstein diz que é melhor, "tanto moralmente quanto para efeitos práticos", tentar dar lugar a uma situação na qual "os russos, por puro interesse, achem preferível deixar sua posição separatista".

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