Cassini revela arcos em órbita de luas de Saturno

Interação gravitacional impede que o material expelido das luas forme um novo anel do planeta

da Redação,

05 de setembro de 2008 | 14h21

Imagens feitas pela sonda espacial Cassini mostram arcos de matéria que seguem à frente e atrás de duas pequenas luas do planeta Saturno, Ante e Metone, em suas órbitas. A descoberta sugere, segundo a Nasa, que a influência gravitacional das luas sobre as partículas dos anéis pode ser o fator decisivo a determinar se um anel completo ou um arco parcial acabará se formando.   Ante e Metone giram ao redor de Saturno em posições onde suas órbitas acabam perturbadas pela massa de uma lua maior, Mimas. O puxão de Minas faz com que as duas luas menores saltem para a frente e para trás em um trecho de suas órbitas, diz o astrônomo Nick Cooper, membro da equipe que analisa as imagens feitas pela Cassini, em nota distribuída pela agência espacial. "Quando notamos que os arcos de Ante e Metone são muito semelhantes, em aparência,  à região onde as luas andam para a frente e para trás em suas órbitas, por causa da ressonância com Mimas, soubemos que havia uma possível relação de causa e efeito".   Cientistas crêem que os arcos das duas luas consistem, provavelmente, de material arrancado desses astros pelo impacto de micrometeoritos. Esse material não chega a cercar Saturno para gerar um novo anel por causa da ressonância com Mimas. A interação confina o material e a uma região estreita ao longo da órbita das luas.   Segundo os cientistas da Nasa, a relação complexa entre esses arcos e as luas é apenas um dos muitos mecanismos que operam no sistema de Saturno e que a Cassini está ajudando a descobrir e desvendar. A Cassini foi lançada no final do século passado e chegou a Saturno em 2004. Recentemente sua missão, prevista para durar quatro anos, foi renovada. Ela levou da Terra a sonda européia Huygens, que foi lançada na superfície de Titã, uma lua que tem uma densa atmosfera de hidrocarbonetos. A Huygens enviou à Terra imagens de seu mergulho nessa camada de gases, em 2005.   Recentemente, análise de dados de Titã obtidos pela Cassini permitiu que cientistas afirmassem que a lua possui lagos de hidrocarboneto, tornando-se o segundo corpo do Sistema Solar onde foi comprovada  a presença de material em estado líquido na superfície, depois da Terra.

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