Cataguazes assume responsabilidade por desastre, diz advogado

A Cataguazes de Papel e a Florestal Cataguazes vão assumir, embora com uma ressalva, as responsabilidades civis pelo vazamento de 1,4 bilhão de litros de rejeitos químicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul, desastre ambiental que afetou municípios de Minas Gerais e provocou corte no abastecimento de água de mais de 600 mil moradores do Estado do Rio de Janeiro.O compromisso foi anunciado nesta quarta-feira, em Minas, por advogados das empresas, já que o diretor-administrativo do Grupo Cataguazes está preso em Campos, e o proprietário, foragido.?Em momento algum as empresas vão se furtar das responsabilidades que têm. Mas, se for aplicada uma multa confiscatória que ultrapasse a capacidade financeira da empresa, não há como pagar?, disse José Antônio Khattar, advogado da Florestal Cataguazes, que, segundo ele, assumiu o passivo ambiental que provocou o desastre ecológico.Khattar ressaltou ainda que as duas empresas não são as únicas responsáveis pelo vazamento e que houve falha do poder público na fiscalização dos reservatórios.?Há uma cadeia de responsabilidades e vamos buscar os órgãos governamentais que estão incluídos nela. Estamos atrás de documentos para isso. É inegável a responsabilidade do poder público. Houve omissão?, disse o advogado, explicando que a Florestal Cataguazes herdou os reservatórios com rejeitos químicos das Indústrias Reunidas F. Matarazzo e que, por isso, as empresas que representa não vão assumir as responsabilidades criminais pelo desastre ambiental.

Agencia Estado,

09 de abril de 2003 | 20h23

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