Católicos reagem a pesquisa com embriões na Espanha

Católicos espanhóis lançaram uma campanha contra o uso de embriões humanos em pesquisas científicas, semanas depois que o governo socialista definiu regras para estes estudos. A definição, na prática, permite o início de pesquisas com células-tronco embrionárias.O movimento católico se baseia na idéia de que os embriões são seres vivos e que, "onde há um corpo vivo há um ser humano, inviolável, mesmo que tenha apenas um dia desde sua concepção", segundo Juan Antonio Martinez Camino, porta-voz da Conferência dos Bispos da Espanha.A campanha prevê a distribuição de 7 milhões de panfletos explicativos, que trazem o slogan "Todos nós já fomos embriões", com fotos de famílias felizes.A legislação espanhola que permite o uso de embriões humanos para pesquisa foi definida em fevereiro passado. É permitido usar embriões congelados em clínicas de fertilização assistida há pelo menos cinco anos, com autorização expressa dos genitores.Cientistas espanhóis já tiveram aprovados alguns projetos de pesquisa desde então. Um deles tenta tornar possível o uso de células-tronco para desenvolver tecido pancreático capaz de produzir insulina, voltado para o tratamento de diabete. Outro visa a produção de células neuronais para op tratamento de Parkinson.   leia mais sobre células-tronco

Agencia Estado,

01 de abril de 2005 | 13h40

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