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Células de fetos transformam-se em neurônios em ratos

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (Califórnia) conseguiu desenvolver novos neurônios em ratos a partir de células-tronco fetais. Segundo estudo publicado na versão online da revista americana Proceedings of the National Academy of Science, o experimento foi feito com ratos que sofreram isquemia cerebral.Células-tronco cerebrais de feto humano foram introduzidas no córtex cerebral dos animais e geraram neurônios substitutos nas regiões danificadas.O estudo representa um avanço na busca de tratamento de pessoas com problemas semelhantes (bloqueio de circulação), derrames e doenças degenerativas do cérebro, como Alzheimer.Estágio inicialNo experimento, liderado por Gary Steinberg, as células injetadas ?sobreviveram, migraram para as áreas de lesão e se diferenciaram?, ou seja, transformaram-se em células adequadas à região, com ?fenotipo neuronal?.É a primeira vez que cientistas obtêm tal resultado como esse tipo de célula-tronco. Mas Steinberg lembra que as pesquisas estão em estágio inicial. "Não estamos anunciando que vamos tratar os pacientes imediatamente, mas este é um grande avanço. Estas células nos dão um considerável otimismo", disse ele à agência espanhola Efe.O estudo não avalia se as novas células permitiram aos ratos recuperar as funções perdidas com as lesões. Este será o próximo passo dos cientistas.FetosSteinberg explicou que usou células-tronco cerebrais de fetos humanos ? e não células-tronco embrionárias, coletadas no estágio de blastocisto ? por causa da restrição imposta pelo governo dos Estados Unidos às pesquisas com embriões. O presidente George W.Bush limitou o financiamento público a estas pesquisas, restringindo o trabalho dos cientistas a poucas linhages de células embrionárias já disponíveis.As células embrionárias já funcionaram bem em experimentos anteriores. Mostraram-se mais adequadas para possíveis tratamentos futuros do que as células-tronco adultas, que têm capacidade de constituir um número menor de tecidos no corpo humano. Mas a restrição governamental levou o grupo da Escola de Medicina de Stanford a experimentar as células-tronco cerebrais de fetos, cujo uso não é regulado.   

Agencia Estado,

05 de agosto de 2004 | 14h23

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