Células tronco podem curar esclerose múltipla, diz especialista

Um experiemento que deu errado parece sugerir que células tronco da medula óssea podem curar a doença

Reuters

06 de maio de 2008 | 18h53

Um experimento que deu errado pode fornecer uma nova maneira de tratar a esclerose múltipla, disse um pesquisador canadense nesta terça-feira, 6. Pacientes que receberam transplantes de células tronco de medula óssea - similar àquele dado a pacientes de leucemia - tiveram uma misteriosa melhora em suas doenças. O médico responsável, Dr. Mark Freedman da Universidade de Ottawa não sabe bem o porquê. "Nenhum dos pacientes, em quase sete anos, teve qualquer recaída", disse.  A esclerose múltipla afeta cerca de um milhão de pessoas no mundo e não tem cura.  Freedman, que é especializado no tratamento de esclerose múltipla, queria estudar como a doença se desenvolve. Ele planejou uma experiência na qual médicos destruíam a medula óssea dos pacientes e, conseqüentemente, seu sistema imunológico.  Então, células tronco formadoras de células sanguíneas tiradas da medula óssea foram transplantadas de volta nos pacientes. "Nós não estávamos buscando por melhorias", disse o médico. "O estudo pretendia, na verdade, reiniciar o sistema imunológico dos pacientes." Eles encontraram, no entanto, que destruir a medula óssea dos pacientes reduzia os sintomas em um ano (afinal, a esclerose múltipla é conhecida como uma doença auto-imune que ocasiona a perda da proteção lipídica dos nervos). Como pacientes com essa doença normalmente apresentam mudanças imprevisíveis em seus sintomas, Freedman afirma que sua equipe pretende acompanhar os pacientes do estudo por mais tempo antes de tentar explicar precisamente o que está acontecendo.

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