Células-tronco reprogramadas curam anemia em camundongos

Manipulação genética permite criar células que eliminaram a doença dos animais testados em laboratório

Associated Press,

07 de dezembro de 2007 | 14h32

Cientistas nos Estados Unidos obtiveram a primeira evidência de que células comuns, geneticamente reprogramadas para atuar como células-tronco, têm potencial para tratar doenças. Usando células da pele da cauda de camundongos, conseguiram curar os animais de anemia falciforme.   Quando pesquisadores anunciaram, em novembro, que haviam transformado células da pele humana em células semelhantes às embrionárias, o feito foi saudado como uma possível alternativa às pesquisas que levam à destruição de embriões humanos, mas não se sabe se essas células reprogramadas podem criar tecidos funcionais, como as células-tronco embrionárias fazem. Na quinta-feira, 6, pesquisadores descreveram um passo importante, ao dar aos roedores anêmicos um suprimento de sangue saudável, transformando as células da pele em células-tronco que, geneticamente manipuladas, geraram o sangue sem a deformação responsável pela anemia falciforme. O estudo, publicado na revista Science, não torna o tratamento de humanos mais próximo, ainda.   Continuam a existir grandes obstáculos, incluindo o risco de câncer. Mas sem o teste em camundongos, os cientistas continuariam sem saber se o princípio poderia funcionar, explica o principal responsável pelo trabalho, Tim Townes, da Universidade do Alabama em Birmingham.   "Este é o primeiro exemplo do ciclo completo, com a cura da doença", afirmou.

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