Centro de pesquisa investiga morte de 32 macacos

A direção do Centro Nacional de Primatas abriu sindicância para apurar as causas da morte de 32 macacos por suposta intoxicação por um pó branco conhecido por maravalha, que é usado para forrar as gaiolas dos animais. Outros três macacos continuam sob tratamento médico e ainda correm risco de morte.Os macacos eram de colônias reprodutivas e pertenciam às espécies mico estrela, comum no Cerrado brasileiro, e sagüi do Nordeste. O Centro, que funciona em Ananindeua, município da região metropolitana de Belém, abriga cerca de 800 macacos.O material biológico dos animais que morreram começará a ser analisado por peritos do Instituto Médico Legal no final desta semana. O resultado será divulgado em no máximo 45 dias.Um funcionário do Centro, que preferiu não ser identificado por temer retaliações, disse que não descarta a hipótese de envenenamento dos macacos.As primeiras mortes começaram a ocorrer no dia quatro passado e coincidiram com a substituição da empresa que fornecia a maravalha para o Centro. A vencedora da concorrência forneceu as primeiras 80 sacas de serragem no dia 2. Após as últimas mortes, no domingo,11, a compra do produto foi suspensa.Em 27 anos de existência do órgão, que é um dos cinco de referência mundial no estudo de primatas não-humanos, esta é a primeira vez que tantos macacos morrem em curto espaço de tempo.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 18h54

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