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Cerca de 500 asteroides ameaçam a Terra, dizem cientistas

Pesquisadores se reuniram para encontrar soluções; uma das alternativas seria lançar veículo para mudar a trajetória do astro

AFP

17 Abril 2015 | 18h02

Cerca de 500 asteroides ameaçam potencialmente a Terra, um problema para o qual os especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) acharam soluções que, para os mortais comuns, parecem ficção científica.

"Temos cerca de 500 objetos próximos à Terra (Near Earth Objects - NEO) identificados que poderiam, em um prazo de 100 anos, tocar eventualmente a Terra, ainda que a probabilidade seja muito pequena, em alguns casos de um por um milhão", explica Detlef Koschny, chefe do setor NEO na ESA.

"Seguimos suas trajetórias, tentamos prever o que poderia acontecer e se representam eventualmente um risco", explicou o cientista no centro operacional dos NEO na cidade italiana de Frascati, onde os especialistas se reuniram esta semana.

"Em caso de perigo real, temos duas soluções atualmente factíveis", completa o cientista. "A primeira é o acidente de circulação cósmica", disse. "Imaginem um veículo, que é o asteroide, e outro, que é nossa ferramenta, que se choca contra ele e o desloca de sua trajetória. Empurrando-o pouco a pouco, conseguiremos provavelmente desviá-lo da Terra", afirmou.

"A segunda solução é destruir o asteroide com a ajuda de uma explosão nuclear", acrescenta Koschny.

A pergunta é: como se pode apontar para um objeto espacial que se desloca a 10 km por segundo com outro objeto lançado para interceptá-lo a mesma velocidade?

"A partir de um experimento norte-americano chamado Deep Impact sabemos que se pode alcançar todos os objetos de diâmetro superior a 100 metros. Nos encaminhamos provavelmente a satélites auto-guiados por uma câmera, porque não teríamos tempo de dirigi-los a partir da Terra", diz o cientista.         

"É mais simples quando é Bruce Willis quem faz isso", comenta sorrindo Richard Tremayne-Smith, copresidente da Conferência sobre a Defesa Planetária (Planetary Defence Conference, PDC) que foi inaugurada em Frascati. 

"A defesa planetária era um passatempo há dez anos. Hoje se tornou uma preocupação global", assegura William Ailor, copresidente da PDC.

A PDC é séria, com especialistas da Nasa, da ESA e de outras instituições, mas também há lugar para dramatizações.

"O jogo consiste em simular uma crise por uma possível queda de asteroide sobre a Terra, com três pessoas que desempenham o papel de responsáveis políticos, seus conselheiros científicos, representantes das populações ameaçadas e a imprensa", explica Debbie Lewis, especialista em gestão de catástrofes.

Segundo especialistas, 75% das distintas formas de vida na Terra, incluindo os dinossauros, desapareceram por causa da queda de um asteroide enorme há 65 milhões de anos.

"Devemos estar melhor preparados, o despertador já tocou mas insistimos em desligá-lo", disse Debbie. 

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