Certificação cria nicho de mercado

Na contramão da ilegalidade e da madeira retirada sem critérios racionais dos assentamentos, um pequeno grupo de seis empresas madeireiras buscou a certificação florestal e segue os melhores critérios de extração sustentável. O selo mais adotado é o FSC, do Forest Stewardship Council. ?Sujeitos a auditorias freqüentes dos certificadores independentes, estes madeireiros significam economia até na fiscalização, que só precisaria ir visitá-los, digamos, uma vez a cada três anos?, comenta Roberto Smeraldi, da Amigos da Terra.Os custos da madeira certificada são bem mais altos e não há chances de competir com a madeira roubada ou mesmo a ?legalidade predatória? predominante nos anos 2000, conforme define o estudo dos ambientalistas. Mas já existe um nicho de mercado disposto a pagar pela sustentabilidade, representado, no Brasil, por uma Associação de Compradores de Madeira Certificada, com 64 membros, entre os quais estão grandes empresas de móveis e utensílios domésticos. Estes compradores tem demanda para o dobro do volume hoje colocado no mercado, estimado em 1,7 milhão de metros cúbicos. Isso, sem contar a exportação, que também tem compradores certos, sobretudo na Europa.

Agencia Estado,

10 de junho de 2002 | 09h18

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