Cetesb divulga lista de áreas contaminadas em São Paulo

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA) acaba de divulgar uma relação de áreas contaminadas no estado de São Paulo, resultado de levantamento realizado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Segundo comunicado da Secretaria, no período de 1992 a 2002, a Cetesb atuou sobre cerca de 640 locais onde foram desenvolvidas atividades potencialmente poluidores do solo. Com base nestes dados, que vão até este mês, 255 áreas foram consideradas comprovadamente contaminadas e as demais estão sendo estudadas para serem incluídas ou não na relação. Os dados foram disponibilizados no site da SMA (www.ambiente.sp.gov.br).Os casos envolvem desde grandes empresas, como a Shell e a Petrobrás, até postos de gasolina, que correspondem ao maior número de casos (cerca de 100). Segundo a lista, o município de São Paulo é o que tem o maior número de áreas contaminadas, cerca de 70. Até maio de 2002, havia no Estado de São Paulo 145 locais com atividades de remediação em curso, incluindo situações que foram amplamente divulgadas na imprensa, como os diques de cal da Solvay Indupa do Brasil S/A, o Conjunto Habitacional Barão de Mauá, construído sobre antigo lixão clandestino, o Centro Industrial da Shell em Paulínia, as bases de distribuição de combustível da Esso Brasileira de Petróleo Ltda e da Shell Brasil S/A em São Paulo. No cadastro, há informações sobre cada um dos casos, como localização e o que está sendo feito.Responsável pela identificação e monitoramento desse tipo de risco ambiental, a Cetesb trabalha, desde 1992, no levantamento dessas áreas, muitas das quais consideradas ?passivos ambientais? de indústrias instaladas numa época em que a legislação não era tão rigorosa. Mas esta lista oficial nunca havia sido divulgado antes em sua totalidade, nem mesmo depois de casos de grande repercussão - como os da Shell em Paulínia ou do Condomínio Barão de Mauá, em Mauá - e a despeito das inúmeras solicitações por parte da imprensa e organizações não-governamentais.Ao assumir a SMA, em janeiro último, o secretário José Goldemberg prometeu disponibilizar o material, confirmando a intenção no final de abril, quando prometeu a lista em ?algumas semanas?. Na ocasião, a Agência Estado estava finalizando o especial Zonas de Risco, onde reuniu informações disponíveis sobre o assunto através de listas parciais divulgadas pela própria Cetesb e notícias publicadas na imprensa. Goldemberg afirmou, então, que os técnicos da Cetesb estavam complementando as informações, ?para que a relação não saia só com a localização, mas com maiores informações sobre o problema?. Durante audiência pública realizada na Assembléia Legislativa para discutir o caso de contaminação da Shell na Vila Carioca, em São Paulo, na semana passada, o promotor Roberto Carramenha, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, divulgou pela primeira vez uma lista entregue ao Ministério Público pela Cetesb com 221 áreas contaminadas no Estado e seus endereços. Essa lista, agora com 255 locais, foi finalmente disponibilizada pela Secretaria do Meio Ambiente.

Agencia Estado,

20 de maio de 2002 | 17h21

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