Chefe afeta a pressão arterial do funcionário, diz estudo

Chefes vistos por seus subalternos como intratáveis podem representar uma verdadeira ameaça à saúde. Estudo britânico mostra que patrões injustos elevam a pressão arterial dos funcionários, aumentando o risco, a longo prazo, de ataques cardíacos ou derrames. Uma equipe do Buckinghamshire Chilterns University College, da Grã-Bretanha, realizou testes com 28 mulheres, auxiliares de enfermagem. Elas são supervisionadas por enfermeiras e, por vezes, assumem o papel de suas chefes.Cada uma delas teve de responder a um questionário, dizendo, por exemplo, se a sua supervisora a tratava com justiça ou se encorajava o diálogo antes de tomar decisões. Os pesquisadores registraram então a pressão arterial de todas elas a cada 30 minutos, por 12 horas, ao longo de três dias de trabalho.A pressão arterial aumentou entre as auxiliares que se viam sob o comando de uma chefe considerada injusta.O aumento médio registrado foi de 15mm na coluna de mercúrio na sístole e de 7mm na diástole. Um acréscimo de pressão da ordem de 10mm na sístole e 5mm na coluna de mercúrio na diástole eleva em 16% os riscos de doenças coronárias e em 38% a probabilidade de derrame.Os cientistas sustentam que os resultados são uma evidência clara de que um chefe visto como injusto pode causar estresse e, conseqüentemente, abalar a saúde e o bem-estar dos empregados. Os pesquisadores dizem que as doenças cardiovasculares afetariam menos gente se todos estivessem felizes com seus chefes.As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

Agencia Estado,

24 de junho de 2003 | 14h45

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