Chefe do projeto do LHC se diz decepcionado com avaria

Lyn Evans disse também, no entanto, estar otimista: 'não é a primeira crise que atravessamos'

Efe

25 de setembro de 2008 | 15h15

Lyn Evans, chefe de projeto do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o superacelerador de partículas da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (CERN), se mostrou nesta quinta-feira, 25, decepcionado com a avaria que deixará o experimento em suspenso até o próximo ano, mas se disse otimista frente à pesquisa.   Veja também:  Brasileiro explica o experimento na Suíça  Entenda o LHC Assista ao vivo o que acontece no laboratório  Experiência do LHC depende de rede mundial de computadores  Estudo reafirma que acelerador de partículas LHC é seguro  Cientistas criam rap para explicar o Grande Colisor de Hádrons  LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança  Cientistas querem proibir simulação do 'Big Bang'   Site do Cern  Site do LHC Grid  Animação que explica como o LHC Grid funciona  Vídeo do Cern explica o LHC em três minutos (em inglês)   Galeria com imagens do LHC       "Estou muito decepcionado", disse Evans, em entrevista ao jornal Tribune de Genève.   No sábado passado, foi detectada uma avaria em um dos oito setores que formam o acelerador, um túnel circular que mede 27 quilômetros de comprimento e fica na fronteira suíço-francesa, perto de Genebra.   Este setor, chamado 3-4, não tinha sido testado a altas energias antes do início de operações do LHC, em 10 de setembro, porque não deu tempo.   "A hipótese é que houve um problema de conexão entre dois ímãs. Isso provocou um vazamento de hélio de uma tonelada", disse Evans.   "Ainda precisamos esperar vários dias para saber as conseqüências reais do acidente. A única coisa boa, embora não queríamos que fosse assim, é que agora sabemos que o sistema de proteção dos ímãs funciona", disse.   No dia do início das operações do LHC, o setor comprometido não teve problemas porque em todo o experimento, que tinha como finalidade só verificar o funcionamento do acelerador, foi utilizada baixa energia.   Como todo o mecanismo está a uma temperatura de menos 271,2 graus Celsius, para consertá-lo é preciso esquentar o aparato até alcançar a temperatura normal, o que levará 3 ou 4 semanas, e depois voltar a esfriar, o que durará mais 3 ou 4 semanas.   É por isso que as autoridades do Cern consideram, e assim anunciaram, que o acelerador só voltará a funcionar no primeiro semestre do próximo ano, já que, todos os anos, todas as instalações param de dezembro a março para fazer revisões e não gastar energia.   No entanto, Evans continua otimista. "Claro que sou otimista, não é a primeira crise que atravessamos", disse.   O LHC é o maior experimento físico da história, que tem como objetivo recriar em pequena escala as condições durante e depois do big bang.

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