Xinhua/AP
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China apresenta robô que pretende enviar a Marte em 2020

Em 2003, o país se tornou o terceiro do mundo a mandar um homem para o espaço com seu próprio foguete, depois da antiga URSS e dos EUA

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2016 | 09h43

PEQUIM - A China divulgou as primeiras imagens de um robô que pretende enviar a Marte em meados de 2020, concebido para explorar a superfície do planeta durante três meses, disse a mídia estatal, a nova meta do ambicioso programa espacial chinês.

Em 2003, a China se tornou o terceiro país a mandar um homem para o espaço com seu próprio foguete, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos.

A agência estatal de notícias Xinhua disse que o jipe de 200 quilos a ser enviado para Marte terá seis rodas. O equipamento será abastecido por quatro painéis solares, dois mais do que o jipe que a China enviou à Lua e 60 quilos mais pesado.

"Os desafios que enfrentamos são inéditos", disse Zhang Rongqiao, engenheiro-chefe da missão marciana, segundo a Xinhua.

A sonda irá levar 13 instrumentos, incluindo uma câmera de monitoramento remoto e um radar de penetração do solo.  A missão de exploração deve durar três meses. O robô vai partir entre julho e agosto de 2020, acrescentou a reportagem.

"O jipe irá se separar do módulo orbital ao final de uma jornada de cerca de sete meses e pousar em uma área de baixa latitude no hemisfério norte de Marte, onde vai explorar a superfície", afirmou.

O Beijing News disse que o hemisfério norte não é um local tão bom para utilizar painéis solares, mas que as condições geográficas são melhores.

O país vem alardeando seus planos de exploração lunar, e no final de 2013 finalizou seu primeiro "pouso suave" na Lua desde 1976 com a espaçonave Chang'e-3 e o jipe Jade Rabbit. A próxima missão tripulada chinesa está agendada para outubro. O país planeja ainda um pouso tripulado na Lua até 2036. 

Avançar no programa espacial é uma prioridade para Pequim. O presidente chinês, Xi Jinping, quer que o país se estabeleça como potência espacial.

A China insiste que seu programa tem fins pacíficos. Mas o Departamento de Defesa dos EUA vem ressaltando a competência espacial crescente do país asiático ao dizer que está desenvolvendo atividades com o objetivo de evitar que adversários usem recursos localizados no espaço em uma crise.

À parte suas ambições civis, Pequim vem testando mísseis anti-satélite. O Congresso norte-americano proibiu que a Nasa coopere com sua contraparte chinesa em função de preocupações com a segurança. /REUTERS

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