China confirma gripe aviária transmitida entre humanos

Para OMS, transmissão entre humanos não são causa de alarme. Nesses casos houve contato "muito próximo"

Efe

10 de janeiro de 2008 | 04h47

Um homem da cidade chinesa de Nankin contraiu gripe aviária em contato com o filho. O caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde da China nesta quinta-feira, 10. O filho morreu em função da doença no último dia 2 de dezembro.  O porta-voz do Ministério, Mao Qunan, confirmou o que seria o primeiro contágio confirmado entre seres humanos na China. Não foi possível identificar como o filho, de 24 anos, contraiu o vírus, já que ele não teve contato com aves mortas, segundo um comunicado do Ministério. Não houve novos casos na província afetada (Jiangsu) nas semanas seguintes, e o pai se recuperou da doença. Contato muito próximo  "Não se trata de uma mutação do vírus, com capacidade de transmissão entre humanos. Ele não tem essas características biológicas", ressaltou o porta-voz, entretanto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que uma mutação que permita ao vírus H5N1 se transmitir com facilidade entre humanos poderia causar uma pandemia capaz de matar milhões de pessoas. Segundo a OMS, por enquanto os casos de transmissão "limitada" entre humanos não são causa de alarme mundial. Em todos houve, como no caso chinês, contato "muito próximo" entre os doentes, e a moléstia não se disseminou para além do círculo imediato de contaminados. A suspeita mais recente foi registrada no Paquistão. Desde 2003 foram registrados no mundo todo 348 casos de gripe aviária em seres humanos, com 216 mortes, em 14 países, pelos últimos dados da OMS.

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