China constrói telescópio ótico mais potente do mundo

O Lamost tem 4 mil fibras óticas que permitem transformar a luz das estrelas em dados espectrográficos

Efe

05 de novembro de 2008 | 13h17

A China divulgou nesta quarta-feira, 5, que construiu o telescópio ótico mais potente do mundo, com o qual espera "desentranhar os mistérios do universo", segundo a agência estatal de notícias Xinhua.   O telescópio, cuja construção custou de US$ 34,4 milhões, se localiza no alto de uma montanha de 960 metros, em um centro de pesquisa dos Observatórios Astronômicos Nacionais, pertencente à Academia de Ciências da China, a 170 quilômetros ao nordeste de Pequim.   O Lamost - nome dado ao telescópio - possui uma abertura efetiva que supera os quatro metros, a maior do mundo dentro de suas características, e 4 mil fibras óticas que permitem decifrar a luz das estrelas e transformá-las em um enorme quantidade de dados espectrográficos.   Deste modo, a visão do Lamost pode alcançar o dobro de distância que o americano SDSS, instalado no Novo México (EUA) e considerado até agora o maior telescópio ótico do mundo.   O diretor fundador do SDSS e professor da Universidade de Chicago, Donald York, confirmou que o Lamost pode ter uma maior utilidade que o SDSS se os astrônomos chineses conseguirem que ele trabalhe em alto rendimento.   "O Lamost dispõe de 4 mil fibras por cada 'disparo', 5,5 vezes a mais do que o SDSS", ressaltou York.   Por sua vez, o professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Richard Ellis, astrônomo convidado pela Academia de Ciências da China para obter seus conselhos sobre o Lamost, assinalou que ainda é cedo para saber com exatidão "até onde pode chegar a explorar".   Apesar disto, ele acrescentou que, segundo sua opinião, o telescópio "melhorará as observações do SDSS tanto em rapidez como em profundidade".   "Ainda devemos formar uma idéia clara sobre a estrutura de nossa galáxia", adiantou o professor Chu Yaoquan, membro da equipe de engenheiros envolvida no projeto.   "Analisando um espectro de milhões de estrelas na Via Láctea, poderíamos ter uma oportunidade de conhecer a história da galáxia", acrescentou.

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