China diz que precisa aprovar a reencarnação do Dalai Lama

Segundo presidente regional, escolha deve seguir 'convenções históricas', incluindo aprovação de Pequim

Reuters

12 de março de 2009 | 17h21

Um importante autoridade da China afirmou nesta quinta-feira, 12, que o governo central em Pequim precisa aprovar o escolhido para ser a reencarnação do Dalai Lama, e que não reconhecerá qualquer candidato que não seja oficialmente endossado, informou a agência de notícias Xinhua.  Qiangba Puncog, presidente do governo regional do Tibete, disse que a escolha da próxima encarnação do supremo líder espiritual dos tibetanos precisa seguir "convenções históricas", incluindo a aprovação de Pequim.  "Se o Dalai Lama não seguir a convenção para política ou outros propósitos, eu acredito que sua reencarnação não será reconhecida pelos religiosos no Tibete, e o governo central nunca aprovará isso", disse.  A sucessão do Dalai Lama tem se tornado uma questão espinhosa, uma vez que o ganhador do prêmio Nobel está envelhecendo e sua saúde dá sinais de enfraquecimento.  O Dalai Lama já sugeriu que sua encarnação poderia ser encontrada fora da China.  (Reportagem de Emma Graham-Harrison)

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