China e Estônia ratificaram Kyoto. A Rússia, quase

A China e a Estônia se uniram ontem aos países que ratificaram o Protocolo de Kyoto - acordo de proteção do clima do planeta, que prega a redução em 5,2% das emissões de gases causadores do efeito estufa. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou ontem que a Rússia está disposta a dar o mesmo passo. O protocolo entrará em vigor quando for aprovado pela Rússia. "Temos o propósito de ratificá-lo", declarou Putin, ainda sem mencionar quando o tema poderá ser tratado no parlamento russo. Para a Rússia, disse, o problema está em como utilizar "seu grande território e suas grandes reservas florestais" para reduzir a contaminação mundial por dióxido de carbono. O documento, aprovado na reunião sobre clima, em Kyoto, em 1997, entrará em vigor quando for ratificado pelos países industrializados, que em conjunto eram, em 1990, responsáveis por 55% das emissões de gases prejudiciais à atmosfera terrestre. NegativaOs Estados Unidos, o maior produtor de gases do efeito estufa, decidiram em 2001 ignorar os acordos de Kyoto e não ratificar o protocolo, argumentando que as propostas estão em desacordo com os interesses nacionais. O anúncio da ratificação da China foi feito ontem, durante a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, em Johannesburg, na África do Sul, pelo primeiro-ministro da China, Zhu Rongji, enquanto o parlamento da Estônia aprovava também, em Tallin, sua adesão ao documento. Ao fazer o anúncio, Zhu assinalou que o Protocolo de Kyoto é "um marco efetivo e uma série de regras para a cooperação internacional na luta contra a mudança climática" e exortou os países industrializados que ainda não fizeram a ratificação a cumpri-lo, para que o acordo possa entrar em vigor ainda neste ano. Zhu sustenta que a China, apesar de ser um país em desenvolvimento com uma grande população, assumiu nos últimos anos sua grande importância quanto ao problema da mudança climática. Ele assegura que seu país realizou "enormes esforços" quanto à eficiência energética, o que se traduziu numa redução das emissões de gases. Os especialistas acrescentaram em Tallin que a redução das emissões de dióxido de carbono em 8% não significará problema para a Estônia, pois, após a separação da União Soviética, em 1991, a produção industrial decaiu consideravelmente. Por outro lado, o ministro alemão do Meio Ambiente, Juergen Trittin, manifestou em Johannesburg sua satisfação pelo anúncio feito ontem pelo primeiro ministro canadense, Jean Chrétien, que apresentará o Protocolo de Kyoto ao parlamento de Otawa, para sua ratificação. "Este é um sinal que influirá também na opinião do vizinho Estados Unidos", disse Trittin. CriadorAs Cúpulas da Terra se tornaram excessivamente arrastadas e ineficientes para conseguir algo objetivo e deveriam ser substituídas por fóruns regionais, disse ontem o homem que as idealizou, o diplomata sueco Sverker Astrom. Segundo ele, "as grandes conferências mundiais já fizeram seu papel e hoje são caras e produzem menos". Astrom, de 86 anos, foi o idealizador da Cúpula da Terra da ONU, em 1972, e da Rio-92. Veja o Especial Rio+10

Agencia Estado,

04 de setembro de 2002 | 08h51

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