China e Quênia vão buscar naufrágio de 600 anos atrás

Almirante chinês Zheng He teria chegado a Malindi, na costa africana, em viagem realizada em 1418

Associated Press,

26 Fevereiro 2010 | 17h43

A China e o Quênia planejam realizar uma busca por antigos navios chineses naufragados na costa da África há 600 anos.

 

Um acordo para o projeto, de três anos e financiado pelo Ministério do Comércio da China, para a exploração das águas nas cidades turísticas de Malindi e Lamu, foi assinado, informa a agência de notícias oficial chinesa, Xinhua.

 

O trabalho de exploração será conduzido por três meses a cada ano, com o primeiro grupo de arqueólogos chineses esperado para julho.

 

Acredita-se que os navios afundados eram parte de uma grande frota liderada pelo almirante Zheng He, da dinastia Ming. Ele teria chegado a Malindi em 1418. O folclore queniano fala de marinheiros chineses naufragados na área e casando-se com mulheres africanas.

 

Entre 1405 e 1433, Zheng He comandou armadas de dezenas de juncos e milhares de marinheiros em viagens para promover o comércio e o reconhecimento da dinastia, que havia chegado ao poder em 1368.

 

As sete viagens de Zheng marcaram o ápice do poderio chinês. Mas os governantes logo perderam interesse no mundo para além das fronteiras da China e cancelaram o programa de exploração mais de 50 anos antes de Colombo chegar à América.

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