Alex Hofford/EFE
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China exige que universidades denunciem experimentos genéticos ilegais

O anúncio é uma nova resposta para o polêmica gerada pelo cientista Jiankui He, que afirmou em novembro ter criado os primeiros bebês geneticamente modificados do mundo

EFE, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 19h58

PEQUIM - Autoridades chinesas exigiram que as universidades do país denunciem, até o dia 31, todas as experiências ilegais de manipulação genética que foram realizadas nos últimos cinco anos. A informação foi publicada nesta quinta-feira, 27, no jornal oficial chinês "Global Times". 

O anúncio, feito pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Educação, é uma nova resposta da China para o polêmica gerada pelo cientista Jiankui He, que afirmou em novembro  ter criado os primeiros bebês geneticamente modificados do mundo. A manipulação supostamente daria resistência contra o HIV, segundo o cientista. 

 

Agora, as autoridades da China querem as instituições de ensino informem, antes do fim do ano, os experimentos feitos a partir de 2013 e que seriam considerados ilegais. O critério inclui pesquisas em que o gene geneticamente modificado foi mantido vivo por mais de duas semanas.

Devem ser mais impactados pela medida as universidades que realizaram pesquisa de genética humana em parceria com hospital ou de projetos internacionais. 

Sob condição de anonimato, um pesquisador da Universidade da Agricultura do Sul da China afirmou ao "Global Times" que, desde a polêmica de He, os controles para experimentos foram reforçados. "As autoridades nacionais e provinciais fizeram mais inspeções surpresa recentemente", disse.

O caso de He está sob investigação na China desde o dia 29 de novembro. A conclusão do inquérito, no entanto, ainda não foi divulgada.

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