Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

China lança satélite de telecomunicações para Venezuela

Simón Bolívar foi construído no projeto Venesat-1 em que Hugo Chávez investiu mais de US$ 406 milhões

Efe

29 de outubro de 2008 | 16h23

Será lançado nesta madrugada, da base chinesa de Xichang, o satélite de telecomunicações Simón Bolívar, primeiro construído pela China para a Venezuela no projeto Venesat-1 em que o governo de Hugo Chávez investiu mais de US$ 406 milhões.  Em princípio, o lançamento estava previsto para 1º de novembro, terceiro aniversário de seu contrato de fabricação, mas foi antecipado para buscar melhores condições meteorológicas. O custo do projeto inclui o foguete de lançamento, duas estações terrestres e o teleporto, os dois últimos construídos pela Venezuela com tecnologia chinesa. A base tecnológica custou US$ 165 milhões, do investimento total de US$ 406 milhões do Venesat-1 e os US$ 241 milhões restantes foram para construir o satélite, duas estações de controle nos estados de Bolívar e Guárico, lançamento e capacitação de 90 operadores. O lançamento será transmitido ao vivo através pelas emissoras estatais VTV - Venezulana de Televisão e Telesur. O Simón Bolívar, que tem 15 anos de vida útil, ficará a 36 mil quilômetros da superfície terrestre, na órbita hemisférica 78-Oeste, o que permitirá que seu sinal de 1.300 MHz se estenda do sul do México até a metade do território da Argentina e Chile. O satélite, de 3,6 metros de altura e 5,1 toneladas, transmitirá em bandas C (rádio e televisão), KU (transmissão de dados e Internet de alta velocidade) e KA, que ainda não é usada por nenhum satélite governamental na América Latina e segundo os operadores "representa o futuro, já que não está saturada". Denúncia O presidente venezuelano Hugo Chávez denunciou que os Estados Unidos pressionaram as autoridades chinesas "até há poucas horas" para que o lançamento do satélite Venesat-1 fosse suspenso. Chávez disse que chegou até ele a informação de que os EUA estavam pedindo à China a suspensão do lançamento com o argumento de que tinha sido feita alguma modificação no satélite que poderia causar interferências. Para o chefe de Estado venezuelano, isto foi "a última coisa que inventaram" dentro da política de pressões realizadas por Washington para impedir que o satélite venezuelano fosse lançado. "Os EUA estavam pressionando para que o lançamento fosse adiado, pressões em todas as partes", disse Chávez, após o confirmar o sucesso do lançamento do Venesat-1. Chávez declarou que a resposta do Governo chinês foi a de que não havia "nenhuma razão para suspender este lançamento". O governante destacou que construir e colocar em órbita o Venesat-1 foi possível, pois na China houve uma revolução socialista e porque na Venezuela também está em andamento uma revolução semelhante. Segundo Chávez, a China é um exemplo que um país pode ser uma potência mundial sem precisar se transformar em império, enquanto que os EUA são uma potência transformada em império para "destruir e dominar o mundo". O lançamento do Venesat-1, batizado de Simón Bolívar, foi acompanhado por Chávez e o presidente boliviano, Evo Morales, na base de Luepa, no estado venezuelano de Bolívar. Ampliada às 20h30

Tudo o que sabemos sobre:
ciênciaespaçoVenezuelaChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.