China rebate o Vaticano na questão da liberdade religiosa

O Vaticano tem de "enfrentar os fatos" sobre a liberdade religiosa na China, disse o Ministério de Relações Exteriores do país nesta terça-feira, rejeitando a mensagem de Natal do papa Bento 16, na qual ele condenou a perseguição aos católicos chineses.

REUTERS

28 Dezembro 2010 | 09h38

"Esperamos que o Vaticano possa encarar os fatos sobre a liberdade de religião e o desenvolvimento do catolicismo na China e tome medidas concretas para promover condições positivas para as relações entre a China e o Vaticano", disse a porta-voz Jiang Yu durante um contato regular com a imprensa. Ela não entrou em detalhes.

No dia de Natal, o papa denunciou a existência de limites na liberdade de religião na China e encorajou os católicos chineses a perseverar na fé.

Um editorial publicado esta segunda-feira na edição em inglês do jornal Global Times, dirigido pelo Diário do Povo, órgão do Partido Comunista, foi mais áspero em sua crítica, dizendo que o papa agiu "mais como um político ocidental do que líder religioso".

"O Vaticano tem de reconhecer o fato de que todas as crenças religiosas são livres na China, desde que não contrariem as leis do país, diz o editorial, acrescentando que a cidadania se sobrepõe à identidade religiosa.

Os cerca de 8 a 12 milhões de católicos chineses estão divididos entre uma igreja endossada pelas autoridades, que nomeiam os bispos sem a aprovação do Vaticano, e uma igreja que resiste aos vínculos com o governo.

A China se indispôs com o Vaticano no início do mês depois que forçou vários bispos e padres leais ao papa a participarem de uma reunião da igreja aprovada pelo Estado, a qual não tem o apoio da Santa Sé.

(Reportagem de Michael Martina)

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