Chineses completam a seqüência do genoma do panda gigante

Atualmente, há cerca de 1.500 pandas vivendo em liberdade nas florestas da China

EFE

12 de outubro de 2008 | 05h34

Um grupo de cientistas chineses da cidade de Shenzhen conseguiu decifrar a seqüência completa do genoma dos ursos panda gigantes, segundo publicou neste domingo o jornal oficial "Diário do Povo". Com esta descoberta, os cientistas acreditam poder decifrar questões como a razão pela qual os pandas comem bambu ou por que têm círculos negros ao redor dos olhos. "Com a seqüência do genoma, conseguimos um base para entender mais a fundo esta espécie", declarou o doutor Wang Jun, pesquisador da sede em Shenzhen do Instituto Genético de Pequim, uma das instituições científicas de ponta do país. Por enquanto, os descobridores já puderam determinar que a cadeia de DNA do panda tem semelhanças com a dos cachorros e a dos humanos. Além disso, as primeiras pesquisas sugerem que os pandas gigantes, uma das espécies em mais grave perigo de extinção do mundo, podem ser uma subespécie do urso negro asiático. Os cientistas também acreditam em poder descobrir a razão da baixa atividade reprodutiva dos ursos panda gigantes. "Acumulamos uma quantidade tão grande de informação que, se juntássemos toda a seqüência genética em um só livro, sua altura seria a de um edifício de mais de 380 metros", explicou Wang. Jing Jing, uma fêmea de três anos da base científica de Chengdu (província de Sichuan, sudoeste), foi o exemplar escolhido para seqüenciar a informação genética da espécie. Não é a primeira vez que Jing Jing se torna famosa, já que curiosamente também foi o modelo de panda no qual se baseou a organização dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 para desenhar um dos cinco mascotes do evento. Esta iniciativa, denominada "Projeto Internacional do Genoma do Panda Gigante", começou a trabalhar no mês de março com a participação de pesquisadores da China, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Dinamarca e Canadá. Atualmente, há cerca de 1.500 pandas vivendo em liberdade nas florestas da China, sobretudo concentrados nas províncias de Sichuan - onde existe a reserva de Wolong, o maior santuário do mundo desta espécie -, Shaanxi e Gansu.

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