Chineses dizem ter achado observatório mais antigo

Arqueólogos chineses descobriram recentemente na província de Shanxi as ruínas do que, segundo eles, é o observatório astronômico mais antigo do mundo, de 4.100 anos.Segundo um dos arqueólogos, He Nu, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, o lugar é 2 mil anos mais antigo que as ruínas do que até agora era considerado o observatório mais antigo do mundo, construído pelos maias na América Central.O antigo observatório, situado na localidade de Taosi, apresenta duas enormes plataformas semicirculares contidas uma dentro da outra (a maior de 60 metros de diâmetro, a menor de 40), rodeadas por 13 pilares de pedra de quatro metros de altura.Entre os 13 pilares há 12 buracos, comparáveis aos 12 meses do ano e à passagem das estações. Com este sistema, os antigos chineses anotavam os diferentes lugares do observatório pelos quais o sol nascia e se punha ao longo do ano.Segundo He, o observatório não era usado somente para contemplar os astros, mas também como lugar para rituais de sacrifício.As ruínas foram encontradas há mais de um ano, mas só recentemente os pesquisadores constataram se tratar de um observatório. Eles passaram um ano e meio anotando os movimentos solares através dos buracos formados pelas colunas.Para surpresa dos pesquisadores, as anotações eram quase idênticas às dos astrônomos antigos que inventaram o calendário chinês, diferente do ocidental, já que é regido pelos ciclos lunares (o ano chinês é mais curto que o ocidental, mas a cada dois ou três anos se acrescenta um 13.º mês para compensar).Documentos históricos asseguram que já em 2.400 a.C. existiam oficiais reais encarregados da observação dos astros, algo que ficou confirmado com a descoberta de Taosi.A astronomia chinesa na antigüidade era mais avançada que a ocidental, e os cientistas dessa civilização foram os primeiros humanos a descobrir fenômenos como as supernovas.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2005 | 11h25

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