Chove um pouco acima do esperado no Amazonas

Nos oito primeiros dias de novembro choveu um pouco além do esperado em Manaus e arredores e na região do Alto Solimões, como Tabatinga, a 1.105 quilômetros da capital. Boletim do serviço de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) mostra que do dia 1.º até terça-feira foram 80 milímetros nos arredores de Manaus, atingindo trechos dos rios Solimões e Negro."O esperado para o mês inteiro é de 150 a 250 milímetros", destaca o meteorologista Everaldo Souza.Na região de Tabatinga foram 70 milímetros, para uma expectativa mensal de 100 a 200 milímetros. "Nos próximos três meses, a expectativa é que chova o normal ou um pouco superior do que é esperado." O Estado sofre com uma grande seca.Desde 25 de outubro os rios do Amazonas estão subindo gradativamente, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O Rio Negro estava com 14,75 metros no dia 25 e hoje estava com 16,23 metros.O Rio Amazonas está subindo em velocidade muito maior. A média é de 30 centímetros por dia: no dia 25 de outubro estava em 3,80 metros, no medidor de Tabatinga e no dia 31 era de 5,60 metros.AlimentosNesta quarta-feira foi iniciada a segunda etapa do plano emergencial SOS Interior do governo do Estado e das Forças Armadas, que distribui cestas básicas e medicamentos para ribeirinhos atingidos pela seca. Serão atendidas 23 comunidades ribeirinhas nos municípios nos arredores de Manaus.Além de cerca de 8 mil famílias nas calhas dos rios Juruá, Purus, Madeira, Alto Solimões, Baixo Amazonas e Rio Negro. Essas famílias devem receber 150 mil cestas básicas, garantidas por meio de uma parceria do governo estadual com o Ministério da Integração Nacional.Segundo o governo estadual, na primeira fase 1.626 toneladas de alimentos foram distribuídas a 58.593 famílias. Os maiores carregamentos estão destinados às cidades de Eirunepé, Manacapuru, Parintins, Tefé e Tabatinga.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.