Chuva arrasta tambores de ácido para o Rio Atibaia

Pelo menos 270 tambores, parte deles contendo acetona e ácido acético, foram arrastados pelaschuvas do depósito da Rhodia do Brasil, em Paulínia, 126 quilômetros a noroeste de São Paulo, para o Rio Atibaia.Até a tarde desta quarta-feira, aproximadamente 130 haviam sido retirados do rio e levados de volta à indústria, de acordo com o diretor de plataforma industrial da Rhodia de Paulínia, Gerson de Oliveira. Cada um tem capacidade para 200 litros.Oliveira disse que as chuvas inundaram a empresa na noite de segunda para terça-feira. Em alguns setores, a inundação chegou a um metro e meio, o que forçou a unidade a paralisar suas operações, desligar a energia elétrica e acionar o plano deemergência.Mesmo assim, explicou o diretor, não foi possível evitar que os tambores fossem carregados pelas águas para o rio. Segundo Oliveira, a empresa permaneceu desativada das 23 horas desegunda-feira até o meio-dia desta quarta. A busca dos tambores teve início nesta terça-feira de manhã, com apoio da Defesa Civil e dos Bombeiros.A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) informou que está acompanhando as buscas e a retirada dos tambores do rio. De acordo com a Cetesb, não havia indícios, até esta quarta-feira, de que os produtos tivessem vazado e atingido o Atibaia. Oliveira alegou que os tambores estão lacrados.?Nenhum dos recuperados apresentou vazamento, o que nos dá a segurança de que os produtos estão contidos e não atingiram o rio?, afirmou. Ele acrescentou que a operação de retirada do material do Atibaia deverá ser concluída nesta sexta-feira.O diretor disse que não é possível saber a quantidade exata de tambores cheiose vazios. Comentou que os produtos são usados para fabricação de tintas e vernizes, eestavam prontos para serem entregues a compradores.A acetona e o ácido acético são materiais inflamáveis, podem causar intoxicaçãose inalados e irritações na pele, explicou o diretor. Ele disse que os moradores estãosendo orientados a acionar a empresa (19-3874-8404), caso localizem um tambor no rioou nas margens.A empresa está fazendo as buscas em um raio de até dez quilômetros da fábrica, com auxílio de um helicóptero, afirmou Oliveira. Ele comentou que a Rhodia se instalou há 60 anos em Paulínia e não há registro de uma inundação tão grave como adesta semana. Até esta quarta-feira à tarde, a empresa ainda não havia concluído o levantamento dos prejuízos.

Agencia Estado,

19 de fevereiro de 2003 | 20h08

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