Doug Murray/Reuters
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Chuva de meteoros poderá ser vista no Brasil nesta madrugada; saiba como assistir

Lua Nova e baixa luminosidade dos céus contribuem para a visibilidade do fenômeno

Igor Ferraz, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2018 | 16h20

Neste domingo, uma chuva de meteoros que é visível anualmente entre os meses de julho e agosto, terá seu ápice de atividade e, em caso de céu limpo, poderá ser vista na maior parte do Brasil nesta madrugada. O fluxo de asteroides visíveis pode variar entre 40 e 80 por hora.

As Perseidas, como o fenômeno é denominado, são associadas ao cometa Swift-Tuttle, que existiu há milhares de anos, e ocorre quando a Terra passa por uma nuvem de partículas ejetadas pelo asteroide. Elas podem ser melhor observadas do Hemisfério Norte, porém, caso as condições do céu estejam favoráveis, também poderá ser visto do Brasil. Em São Paulo, deve ser possível observar a chuva de meteoros a partir das 5h, enquanto, no Sul, o pico deve acontecer pouco antes do amanhecer, às 6h. No Norte e no Nordeste, as condições de visibilidade devem ser ainda melhores e será possível ver a chuva de meteoros a partir das 2h.

A chuva de meteoros Perseidas recebe este nome por dar a impressão de que os raios de luz partem do radiante, um ponto no céu localizado na constelação de Perseus. Apesar de serem chamados de "estrelas cadentes", os raios de luz provém de fragmentos rochosos ejetados por asteroides, que viajam no espaço em uma velocidade de 60km por segundo. A velocidade faz com que o material atinja uma temperatura de 10.000ºC e entre em combustão, gerando a luminosidade enquanto percorre sua trajetória.

Como é Lua Nova, a baixa luminosidade dos céus pode tornar o evento ainda melhor de ser observado, porém, grandes centros urbanos podem dificultar o avistamento, por conta da iluminação artificial. Segundo a agência espacial norte-americana (NASA), a maior parte do material desta nuvem possui cerca de 1.000 anos. Não é necessário nenhum equipamento para ver os meteoros, porém, um binóculo pode ajudar. Também será possível ver o fenômeno por meio das redes sociais da NASA.

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