Chuvas e frentes frias reduzem queimadas

A entrada das últimas frentes frias, com bastante umidade, no Centro-Sul do Brasil, ajudou a reduzir os índices de queimadas da semana. Entre os dias 1 e 7 de setembro, os sensores do satélite meteorológico NOAA-12 registraram 9.601 focos em todo o território nacional contra um pico de 15.715 focos, detectados entre os dias 22 e 28 de agosto, até agora, o índice semanal mais alto do ano. A redução foi de 39%, sobretudo nos estados do Sudeste.No Centro-Oeste, o abrandamento foi apenas parcial. O uso do fogo continua intenso entre os paralelos 10 e 12oS, embora algumas médias semanais tenham caído. No Mato Grosso, por exemplo, foram 2.527 focos entre 1 e 7 de setembro, quando a média de agosto havia sido de 3.500 por semana, chegando a 4.803 focos entre os dias 22 e 28 de agosto. As altas concentrações ainda resistem junto à rodovia que liga Aripuanã a Sinop, ao longo da Cuiabá-Santarém e nas cabeceiras do rio Teles Pires. Já na divisa Mato Grosso, Pará e Tocantins, onde não chegou a influência das frentes frias, o número de focos é crescente. As mais altas concentrações de fogo localizam-se ao longo do rio Araguaia, em ambas as margens e em quase toda a extensão da rodovia, que liga Barra do Garças, no Mato Grosso, a Marabá, no Pará. As queimadas alastram-se ainda pelo interior do Maranhão, com altas concentrações no noroeste do estado, por onde passa a rodovia que liga Santa Inës, no Maranhão, a Belém, no Pará. Em Rondônia, igualmente, a tendência é de aumento. Os registros, no estado, subiram de uma média de 500 semanais, em agosto, para 1.279 focos, nesta primeira semana de setembro. As queimadas estão mais concentradas nas áreas de colonização, ao longo da BR-364, penetrando, inclusive, no Acre, em torno de Rio Branco e de Xapuri. Focos mais isolados foram detectados também na altura de Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, no oeste do Acre.No Pantanal, a situação continua crítica nas vizinhanças de Corumbá. E voltaram a surgir focos de fogo mais ao sul, perto de Porto Murtinho, Ponta Porã e Mundo Novo. O mesmo aconteceu no interior do Paraná, sobretudo entre Guarapuava e Pinhão.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2002 | 14h02

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