Cientista diz que ISS é necessária para viagem a Marte

Governo dos EUA e cientistas debatem o futuro do programa espacial tripulado do país

Reuters,

31 Agosto 2009 | 17h08

Levar seres humanos a Marte vai exigir pesquisas médicas que só podem ser feitas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) até 2020, disse a principal cientista do programa, apresentando uma perspectiva que Avi cinco anos além do previsto pelo orçamento da Nasa.

 

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Prolongar a vida da ISS, um projeto de US$ 100 bilhões que está quase completo, mais de dez anos depois de ter sido iniciado, foi uma sugestão surpreendente do comitê presidencial formado para revisar o programa de voos espaciais tripulados dos Estados Unidos.

 

O relatório final do grupo deve ser entregue nesta semana ao presidente Barack Obama, mas o conteúdo exato do trabalho provavelmente só será liberado para o público em meados de setembro.

 

O comitê concluiu que orçamento anual da Nasa, de US$ 18 bilhões, fica US$ 3 bilhões anuais abaixo do necessário para efetivar o programa Constellation, a alternativa da Nasa para levar astronautas ao espaço depois da aposentadoria dos ônibus espaciais.

 

"A Nasa precisa da ISS", disse a cientista Julie Robinson. "Uma temporada de seis meses na estação será a melhor analogia que teremos para o voo de seis meses até Marte, no futuro".

 

A Nasa pretende gastar US$ 2,5 bilhões ao ano em manutenção da ISS até 2015. Mas a previsão de encerramento das atividades da estação apenas cinco anos após a conclusão das obras poderá irritar os parceiros internacionais do projeto.

 

A ex-astronauta Sally Ride, que faz parte do comitê que analisou o programa espacial, disse o grupo encontrou amplo apoio à ideia de sustentar a ISS para além de 2015. "Não partimos desse ponto", disse ela. "Não achamos que tirar a ISS de órbita em 2016 faça sentido".

 

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